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Como a Gestão de TEM evoluiu: da auditoria manual à inteligência de dados

Nos últimos dez anos, o Telecom Expense Management (TEM) passou por uma transformação profunda. O que antes era um trabalho centrado em auditorias de tarifas e verificação de minutos de ligação, hoje é um processo estratégico voltado à gestão inteligente de dados, conectividade e eficiência operacional. Essa mudança reflete não apenas a evolução tecnológica, mas também uma nova forma das empresas enxergarem o papel da gestão de telecomunicações em seus negócios.

Da era das tarifas à era dos dados

Há uma década, gerir telecom era uma tarefa quase artesanal, o trabalho era de formiguinha. As faturas das operadoras eram cheias de variáveis e complexidades:
ligação local, DDD, DDI, horários de pico e fora de pico, além das zonas VC1, VC2 e VC3 e cada uma com sua tarifa específica.
Assim o que existia é que para cada minuto falado, existia uma regra diferente de cobrança.

Nesse contexto, o valor do TEM estava concentrado na auditoria de telecom. As empresas especializadas se destacavam por identificar divergências e erros nas faturas que, pela própria complexidade da cobrança, eram frequentes. Ter alguém analisando linha por linha significava recuperar valores indevidos e gerar economia real.

Foi um período em que o detalhe técnico era o diferencial. Saber interpretar cada item da fatura e entender a lógica das tarifas era essencial para garantir uma gestão eficiente.

A mudança do comportamento e da tecnologia

Com o avanço das comunicações digitais, esse cenário mudou completamente.
As ligações corporativas se tornaram ilimitadas, os planos se simplificaram e o comportamento das empresas mudou junto.
O que antes era SMS virou WhatsApp.
As reuniões por telefone migraram para o Teams, Meet e Zoom.
A comunicação, antes pautada em voz, passou a ser movida a dados.

O foco da gestão de telecom deixou de ser o controle dos minutos e passou a ser o monitoramento dos pacotes de internet, links dedicados e conectividade entre unidades.
A voz virou dados e os sistemas foram para a nuvem, assim o consumo de banda se tornou o novo desafio.

Essa mudança redefiniu o papel do TEM dentro das organizações.

O novo papel do TEM: visão integrada e inteligência de gestão

Hoje, a auditoria de faturas de telecom continua importante, afinal, mesmo com planos mais padronizados, erros ainda podem acontecer.
Mas o grande valor do Telecom Expense Management moderno vai muito além disso.

Agora, o diferencial está em gerir o ciclo completo do TEM, desde a coleta das informações até o lançamento contábil, garantindo automação, rastreabilidade e governança em todo o processo.

Com essa abordagem mais integrada, as empresas conseguem:

  1. Reduzir o esforço operacional, substituindo tarefas manuais por processos automatizados.
  2. Ampliar a visão estratégica, identificando oportunidades reais de economia, renegociação e otimização de contratos.
  3. Melhorar o controle financeiro, com dados confiáveis e consolidados em um único ambiente.

O TEM evoluiu de uma auditoria reativa para uma gestão proativa, onde a análise de dados, a automação e a governança se tornaram o centro da entrega de valor.

A visão de futuro: da eficiência à estratégia

O que antes era visto como um serviço de controle de custos hoje é um pilar de eficiência e inteligência operacional.
Empresas que investem em gestão de telecom não buscam apenas corrigir erros, mas garantir decisões baseadas em dados.

O futuro do TEM está em unir automação, análise e estratégia, permitindo que as áreas de tecnologia e finanças trabalhem juntas para construir uma infraestrutura mais estável, transparente e escalável.

Saímos da era dos minutos para a era dos megas.
Da voz tarifada para a conectividade inteligente.
Da auditoria manual para a inteligência de gestão.

E essa transformação está longe de terminar, ela apenas começou.