Quando se fala em integrações de sistemas em projetos de Telecom, o pensamento costuma ir direto para APIs, layouts de arquivos, protocolos e testes técnicos. Embora esses elementos sejam fundamentais, os maiores riscos e falhas raramente estão na tecnologia em si. Eles estão nos processos, nas pessoas e na governança.
Integração não é apenas tecnologia
Projetos de Telecom frequentemente envolvem a integração de múltiplos sistemas: ERPs, Workflow de aprovações, sistemas de inventário, gestão de contratos, ferramentas de atendimento e soluções de BI. Em muitos casos, cada sistema pertence a um fornecedor diferente, com regras, prazos e prioridades próprias.
O erro mais comum é tratar a integração como uma etapa puramente técnica, quando, na prática, ela é um esforço organizacional e de negócio.
Principais desafios além do código
1. Falta de alinhamento entre áreas
É comum que TI, Financeiro, Operações e Comercial tenham visões diferentes sobre o mesmo processo. Quando esse alinhamento não acontece antes do desenvolvimento, a integração nasce com retrabalho embutido.
O gestor de projetos tem papel central em:
- Traduzir necessidades de negócio em requisitos claros;
- Garantir que todos falem a mesma linguagem;
- Evitar decisões isoladas que impactem o fluxo ponta a ponta.
2. Processos mal definidos ou inexistentes
Automatizar um processo ruim não resolve o problema, apenas o torna mais rápido. Em Telecom, isso é crítico em fluxos como faturamento, provisões, conciliação e auditoria.

Antes de integrar sistemas, é essencial responder:
- O processo está mapeado?
Na grande maioria dos casos, não. O mapeamento costuma ser raso, desatualizado ou simplesmente inexistente. Cabe ao gestor de projetos conduzir essa análise, estruturar o fluxo real do processo e identificar lacunas, dependências e pontos de melhoria antes que qualquer automação seja iniciada. - Existe um responsável claro por cada etapa?
Normalmente, não. O gestor de projetos é apresentado a um ponto focal principal, que atua como elo com outras áreas do cliente. Nesse modelo, é comum encontrar indefinições de responsabilidade, sobreposição de papéis e até resistências internas, o que reforça a necessidade de governança clara e definição objetiva de ownership ao longo do projeto. - Os dados têm uma fonte oficial?
Na maioria das organizações, não. Os dados costumam estar distribuídos por áreas, sistemas ou responsáveis distintos, sem uma fonte única de verdade. Como resultado, todo o insumo precisa ser levantado, centralizado, validado e saneado para que a integração seja conduzida de forma eficiente, confiável e sustentável.
3. Qualidade e governança de dados
Integrações falham não porque a API “caiu”, mas porque:
- Campos são preenchidos de forma inconsistente;
- Regras de negócio não são padronizadas;
- Não existe governança sobre dados mestres (clientes, acessos, serviços).
Sem isso, o resultado é perda de confiança na informação e decisões equivocadas.
4. Dependência de fornecedores
Projetos de Telecom costumam depender de operadoras, integradores e fornecedores de software. Cada atraso, mudança de escopo ou interpretação diferente impacta diretamente o cronograma.
Cabe aos gestores do projeto:
- Estabelecer responsabilidades claras;
- Criar canais formais de comunicação;
- Antecipar riscos contratuais e operacionais.
O papel estratégico do gestor de projetos
Mais do que acompanhar tarefas, o gestor de projetos atua como orquestrador da integração:
- Conectando tecnologia, processo e negócio;
- Garantindo visão ponta a ponta;
- Evitando que a integração gere “ilhas de automação”.
Quando bem conduzida, a integração deixa de ser um custo técnico e passa a ser um ativo estratégico, capaz de sustentar crescimento, eficiência e tomada de decisão.
Como a Guiando conduz a gestão de integrações
O Gestor de projeto da Guiando trabalha com gestão da seguinte forma:
- Análise aprofundada e mapeamento dos processos atuais, sugerindo modificações e melhorias quando necessário;
- Gestão do projeto com metodologia ágil própria, tornando a condução simples e eficaz;
- Análise de riscos e documentação aprimorada com controle de versionamento, garantindo a informação e entendimento mesmo de áreas não técnicas;
- Modelagem de regras de negócio;
- Ponte centralizada de conectividade de ambas as ferramentas.