guiando.com.br

Integrações de sistemas em Telecom os desafios além da tecnologia

Quando se fala em integrações de sistemas em projetos de Telecom, o pensamento costuma ir direto para APIs, layouts de arquivos, protocolos e testes técnicos. Embora esses elementos sejam fundamentais, os maiores riscos e falhas raramente estão na tecnologia em si. Eles estão nos processos, nas pessoas e na governança.

Integração não é apenas tecnologia

Projetos de Telecom frequentemente envolvem a integração de múltiplos sistemas: ERPs, Workflow de aprovações, sistemas de inventário, gestão de contratos, ferramentas de atendimento e soluções de BI. Em muitos casos, cada sistema pertence a um fornecedor diferente, com regras, prazos e prioridades próprias.

O erro mais comum é tratar a integração como uma etapa puramente técnica, quando, na prática, ela é um esforço organizacional e de negócio.

Principais desafios além do código

1. Falta de alinhamento entre áreas

É comum que TI, Financeiro, Operações e Comercial tenham visões diferentes sobre o mesmo processo. Quando esse alinhamento não acontece antes do desenvolvimento, a integração nasce com retrabalho embutido.

O gestor de projetos tem papel central em:

  • Traduzir necessidades de negócio em requisitos claros;
  • Garantir que todos falem a mesma linguagem;
  • Evitar decisões isoladas que impactem o fluxo ponta a ponta.

2. Processos mal definidos ou inexistentes

Automatizar um processo ruim não resolve o problema, apenas o torna mais rápido. Em Telecom, isso é crítico em fluxos como faturamento, provisões, conciliação e auditoria.

Gestão de Telecom de auditoria a vantagem competitiva

Antes de integrar sistemas, é essencial responder:

  • O processo está mapeado?
    Na grande maioria dos casos, não. O mapeamento costuma ser raso, desatualizado ou simplesmente inexistente. Cabe ao gestor de projetos conduzir essa análise, estruturar o fluxo real do processo e identificar lacunas, dependências e pontos de melhoria antes que qualquer automação seja iniciada.
  • Existe um responsável claro por cada etapa?
    Normalmente, não. O gestor de projetos é apresentado a um ponto focal principal, que atua como elo com outras áreas do cliente. Nesse modelo, é comum encontrar indefinições de responsabilidade, sobreposição de papéis e até resistências internas, o que reforça a necessidade de governança clara e definição objetiva de ownership ao longo do projeto.
  • Os dados têm uma fonte oficial?
    Na maioria das organizações, não. Os dados costumam estar distribuídos por áreas, sistemas ou responsáveis distintos, sem uma fonte única de verdade. Como resultado, todo o insumo precisa ser levantado, centralizado, validado e saneado para que a integração seja conduzida de forma eficiente, confiável e sustentável.

3. Qualidade e governança de dados

Integrações falham não porque a API “caiu”, mas porque:

  • Campos são preenchidos de forma inconsistente;
  • Regras de negócio não são padronizadas;
  • Não existe governança sobre dados mestres (clientes, acessos, serviços).

Sem isso, o resultado é perda de confiança na informação e decisões equivocadas.

4. Dependência de fornecedores

Projetos de Telecom costumam depender de operadoras, integradores e fornecedores de software. Cada atraso, mudança de escopo ou interpretação diferente impacta diretamente o cronograma.

Cabe aos gestores do projeto:

  • Estabelecer responsabilidades claras;
  • Criar canais formais de comunicação;
  • Antecipar riscos contratuais e operacionais.

O papel estratégico do gestor de projetos

Mais do que acompanhar tarefas, o gestor de projetos atua como orquestrador da integração:

  • Conectando tecnologia, processo e negócio;
  • Garantindo visão ponta a ponta;
  • Evitando que a integração gere “ilhas de automação”.

Quando bem conduzida, a integração deixa de ser um custo técnico e passa a ser um ativo estratégico, capaz de sustentar crescimento, eficiência e tomada de decisão.

Como a Guiando conduz a gestão de integrações

O Gestor de projeto da Guiando trabalha com gestão da seguinte forma:

  • Análise aprofundada e mapeamento dos processos atuais, sugerindo modificações e melhorias quando necessário;
  • Gestão do projeto com metodologia ágil própria, tornando a condução simples e eficaz;
  • Análise de riscos e documentação aprimorada com controle de versionamento, garantindo a informação e entendimento mesmo de áreas não técnicas;
  • Modelagem de regras de negócio;
  • Ponte centralizada de conectividade de ambas as ferramentas.